Dicas

Melhores práticas com fertilizantes e corretivos

O cuidado no manejo de fertilizantes é uma prática fundamental e um processo importantíssimo na garantia de uma boa produtividade e também na economia dos custos de produção.

O termo BPM (boas práticas de manejo) é muito conhecido nos sistemas de produção de pastagem, e também um recurso indispensável na agricultura, pois garante o sucesso e o retorno econômico com ações aplicadas a partir de pesquisas, para proporcionar a melhor combinação entre desempenho econômico, social e ambiental.

Corretivos de Solo

Corretivos de solos são os produtos capazes de neutralizar a acidez dos solos e repor nutrientes vegetais, principalmente cálcio e magnésio.
Os solos brasileiros, em sua grande maioria, são ácidos, ou seja, com níveis elevados de alumínio, baixos níveis de fósforo, dificultando a absorção dos nutrientes pelas plantas e aumentando os custos da fertilização. A acidez de um solo é devida à presença de H+ livres, gerados por componentes ácidos presentes no solo (ácidos orgânicos, fertilizantes nitrogenados, etc.). Já os corretivos possuem componentes básicos para gerar OH-, responsável por promover a neutralização.

O Calcário, por exemplo, fornece cálcio (CaO) e magnésio (MgO), neutralizando o efeito fitotóxico do alumínio e potencializando a posterior aplicação dos fertilizantes. A aplicação desse corretivo, também conhecido como calagem, é uma das práticas que mais contribui para o aumento da produtividade, pois aumenta a eficiência dos fertilizantes.

Já o gesso agrícola é muito utilizado em solos salinos e sódicos, pois fornece o cálcio e enxofre e, também, melhora o ambiente em subsuperfície. Para solos salinos e sódicos, o gesso é utilizado, também, como corretivo. Entretanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo.

NPK

Tão importante quanto a prática de correção de solo, a adubação com fertilizantes é indispensável para que seu desenvolvimento seja o melhor possível. Entre os 20 minerais necessários destacam-se os três macronutrientes mais comuns: nitrogênio, fósforo e potássio (NPK).

Atentar-se para qual é a época em que cada planta mais demanda os nutrientes é fundamental para evitar uma aplicação errada ou perdida. O excesso de químicos pode interferir no metabolismo da planta, prejudicando seu desenvolvimento e provocando, inclusive, queimaduras, por isso é importante manter uma análise durante todo o desenvolvimento da planta e utilizar as tecnologias de precisão, que garantem assertividade na quantidade de adubo em cada região do talhão, respeitando as necessidades e limites da cultura.

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